Publicado por: Rodrigo Fatturi | Junho 2, 2007

Tribo da velocidade

Carros envenenados, motos robustas, tuning e muita velocidade. Bem vindo ao mundo dos rachas!

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Neste mundo, a adrenalina é o único objetivo. Tendo como pivô a emoção e a tecnologia, os maníacos por velocidade superam cada vez mais os seus limites.

Não importa o modelo do carro ou da moto. O que importa é ter uma boa quantia de dinheiro para investir. Acredite, é preciso muito dinheiro para se manter neste ramo. Desde um simples Chevette, até um requintado BMW, exigem alterações drásticas. O gasto mínimo, apenas com o motor, para competir em um “pega” simples (racha de rua), é de três mil reais.

 

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As peças têm alto valor de mercado e geralmente são comercializadas com pagamento à vista, devido ao alto índice de acidentes. Sendo assim, essa é uma “tribo urbana” de alto poder aquisitivo. Investidores poderosos, muitas vezes patrocinadores e protagonistas de acidentes com perdas incalculáveis.

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As chamadas “tribos urbanas” são rodeadas de códigos e normas, estudadas por sociólogos e psicólogos, mal entendidas por muitos, crescendo e se multiplicando, mudando hábitos, costumes e práticas sociais. Muitos as caracterizam como um fenômeno juvenil dos grandes centros e que, dia após dia, ampliam sua atuação e aumentam seus adeptos.

 

Pode-se dizer que tribo constitui uma forma de organização mais ampla que vai além das divisões de clã. Trata-se de um pacto que aciona lealdades para além dos particularismos de grupos domésticos e locais. No caso, a tribo é formada por todas as pessoas que gostam de carros, constituindo um caráter homogêneo e massificado. Já os clãs são pequenos grupos bem delimitados, com regras e costumes particulares, que podem ser divididos por sua condição financeira, pela faixa etária ou pela origem étnica.

 

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Os clãs que disputam as corridas têm características peculiares. A não divulgação dos eventos é princípio básico para início de conversa. São grupos fechados, e possuem regras que devem ser seguidas à risca: quando o carro de um piloto sofre alguma avaria grave durante a corrida, nenhum outro pode ajudá-lo, o peso e as dimensões dos acessórios do carro seguem uma especificação padrão, e o piloto é proibido de guiar estando sob o efeito de qualquer tipo de droga ou bebida alcoólica.

 

Os rachas de rua são conhecidos de duas formas: o racha oficial e o não oficial. Existe o racha legalizado, que ocorre dentro de autódromos cercados por toda a estrutura necessária para a prevenção de acidentes e o ilegal, que acontece em rodovias urbanas, sem maiores cuidados.

 

Mesmo proibidos e condenados pelo código de trânsito brasileiro, os rachas ilegais continuam despertando a emoção dos seus participantes. Muitos julgam como mais emocionante, devido à proibição. É o caso do administrador de empresas Rodrigo, de 36 anos, que preferiu não revelar seu sobrenome. Ele disputa os pegas todas as terças à noite. Piloto de rua há 11 anos, diz que não consegue abandonar os pegas. “É vício! São aqueles 10 segundos de liberdade total para o corpo e para a mente. Não tem como parar”.

 

Já o piloto Robson, que também preferiu o anonimato, é severamente contra as modalidades de corrida conhecidas como não oficiais. Robson destaca o perigo dos acidentes e condena seus participantes. Aos 29 anos, o piloto de Porto Alegre compete no Autódromo Internacional de Tarumã, em Viamão. “Rachas ilegais só prejudicam a sociedade. Matam gente inocente! Todo bom piloto deve seguir regras e dar bons exemplos!”, diz Robson.

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Os rachas realizados em Tarumã servem de ponto de encontro para jovens que apreciam a velocidade sem oferecer riscos à sociedade. Realizado todas as sextas de noite, o famoso “Racha Tarumã” reúne mais de sete modalidades de competições diferentes.

 

A disputa é realizada na reta do autódromo e conta com um serviço completo de som, seguranças e alimentação. A média de público por corrida é de 3,5 mil pessoas. A participação da mídia junto aos jovens, no que diz respeito ao combate de rachas ilegais, é intensa. Destacando sempre a importância de abandonar os rachas de rua e integrar o grupo de pilotos de Tarumã, este serviço tem sido muito útil ao combate da violência no trânsito.


Respostas

  1. legal adoramos

  2. que massssssssssssa adoramos cada coisa legal


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